terça-feira, 3 de agosto de 2010

Folhas de Agosto

As 10h00min da manhã de 1 de agosto eu já não me acompanho nesse ritmo frenético de conseguir tudo o que quero, cansei de tentar explicar o porquê de fazer tantas coisas erradas, na verdade acredito que seja um jogo, e se alguém tivesse essa resposta eu até te compraria.

Queria eu conseguir não fixar os olhos nas folhas da árvore que caí tão leves e soltas como eu me imaginava aos 15, era de se achar lindo o completar de um ciclo de vida tão perfeito daquela árvore velha e sofrida que me mostrava à plenitude do amor, que hoje se tornou uma arma pros corações dos fracos e premio pros corações dos sábios, e o meu?

Agora é um terminal de passageiros onde desce gente sobe gente sem nem pagar o embarque, acho que desvalorizei o que era o sentimento, e me tornei mais uma forma de administrador de emoções, e aquele violão que eu sempre levava pra calçada eu nem tenho mais, suas canções me calejava os dedos mais me encravava a alma o que eu não conseguia escutar.

Ah, se eu pudesse achar no meu caderno aquele leve gostinho de amar, o tempo nos leva tanta coisa que os olhos não podem ver, não sei vocês mais o silencio das 3 horas da madrugada é o bem mais caro que se podem ter quando se acredita na eternidade.

Há dias que percebo que meus passos são tão vazios quanto o peito que me acalma, meu olhar anda lento e cansado sem saber o que procura, eu tenho negado encontros sociais em pro do silencio do ar que respiro, aonde vou chegar? Tem alguém do outro lado desse pensamento apagado que como um sino bem distante se encontra na minha cabeça? Acho que não! São apenas vozes solitárias como a minha que chora por um ouvido que te escute.

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